Multilingual Folk Tale Database


Κόραξ καὶ ἀλώπηξ (Αἴσωπος)

O corvo e a raposa The Fox and the Crow
Justiniano José da Rocha Vernon Jones
Portuguese English

Um corvo pilhou um queijo, e com ele no bico foi pousar em uma árvore. Pelo cheiro atraída, acudiu uma raposa, e logo assentou que seria ela quem comesse o queijo; mas como! a árvore era alta, e o corvo tem asas, e sabe voar. Recorreu pois a raposa às suas manhas: Bons dias, meu amo, disse; quanto folgo de o ver assim belo e nédio. Certo entre o povo aligero não há quem o iguale. Dizem que o rouxinol o excede, porque canta; pois eu afirmo que V. Exa. não canta porque não quer; se o quisesse, desbancaria a todos os rouxinóis. Ufano por se ver com tanta justiça apreciado, o corvo quis mostrar que também cantava, e logo abre o bico, cai-lhe o queijo, a raposa o apanha, e safa-se dizendo: Adeus, Sr. Corvo, aprenda a desconfiar das adulações, e não lhe ficará cara a lição pelo preço desse queijo.

MORALIDADE: Desconfiai quando vos virdes mui gabados; o adulador escarnece de vossa credulidade, e prepara-se para vos fazer pagar por bom preço os seus elogios.

A crow was sitting on a branch of a tree with a piece of cheese in her beak when a fox observed her and set his wits to work to discover some way of getting the cheese. Coming and standing under the tree he looked up and said, "What a noble bird I see above me! Her beauty is without equal, the hue of her plumage exquisite. If only her voice is as sweet as her looks are fair, she ought without doubt to be queen of the birds." The crow was hugely flattered by this, and just to show the fox that she could sing she gave a loud caw. Down came the cheese, of course, and the fox, snatching it up, said, "You have a voice, madam, I see. What you want is wits."



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