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Soya di Sun Alê ku Sun Jingantxi

Historia Do rei e do gigante Histoire du roi et du géant
Revista Cultural, n.º 1 Prof. Jérôme Tangu Kwenzi-Mikala
Portuguese French

Havia um rei cego, que vivia em sua casa durante muitos. Tinha uma filha, a princesa, que vivia no 12° andar, num apartemento de vidra. Como nao havia meio de ele se sentir melhor, apesar de varios tratamentos, decidiu mandar chamar um gigante que vivia numa floresta existente naquela terra. O gigante tinha uma toreira que deitava apenas uma gota de agua por ano.

Com uma so gota daquela agua o gigante conseguiu curar o rei e este passou a ver melhor do que via antes de ter fica do cego.

Muito satisfeito, ofereceu ao gigante uma casa cheia de moedas de ouro, oferta que foi recusada.

Prometeu-ihe metade do seu palacio, o que também o gigante nao aceitou. Entao o rei perguntou-lhe o que queria. A reposta foi que queria a princesa que vivia no aparta- mento de vidro.

O rei pensou, pensou... e disse-lhe que aguardasse um pouco.

O referido rei tinha três filhos : um morava numa zona como Santo Amaro, por exemplo ; outro, como em Guadalupe ; o ùltimo, como em Neves. Assim, ele nao tinha na altura inguém a quem pedir conselhos. O gigante esperou tanto que ficou aborrecido. Entretanto voltou dias mais tarde.

Discutiram, discutiram e, como a palavra do rei é sagrada, o gigante pegou na princesa, meteu-a num saco e saiu.

Eles andaram, andaram.... e quando a princesa verificou que estava perto da casa do deu irmao Mé Po, pô-se a cantar.

Mano Mé Po.
Mano Mé Po.
Aquele senhor.
Que foi ao palacio.
Curar o papa....
Cheia de moedas.
Ele nao quis.

Deu-lhe metade do palacio.
A nao ser eu.
Princesa da casa de vidro.

Ao ouvrir isto, o gigante pergunta-lhe.
– Por que estas a cantar, menina ?.
El reponde :
– Estou cantando para arrefecer o tempo. Para depressa chegarmos à casa.
Mé Po, ao ouvrir a cançao, disse à mulher que ia até à estrada, pois estavas ouvindo uma voz muito parecida com a da irma, que vivia no palàcio, numa casa de vidro.

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A mulher disse-lhe que era mentira e que devia ser uma das suas amantes que estava a chamà-lo.
Sendo Mé Po um homem que ouve sempre o que diz a mulher, deixou-se estar.
O gigante e a moça deixaram Santo Amaro e continuaram a viagem.
Quando ele se apercebeu de que estava perto da casa do irmao Mé Poçon, em Guadalupe, começou a cantar de novo, cantando-lhe o que se passara.
Mé Poçon ouviu a cançao, chamou a esposa e disse-lhe que ia à estrada, porque ouvira uma voz parecida com a da irma que vivia no palàcio, numa casa de vidro.
Ela disse-lhe que nao, pois devia ser uma das suas amantes quem o chamava.
Como Mé Poçon, tal como irmao, ouve sempre o que espo- sa diz, acabou por nao sair mais.
A viagem continuou e a princesa, pouco tempo depois, verificou que estava perto da casa do irmao Kilambu e começou novamente a cantar, contando-Ihe tudo.
desta vez a esposa é que ouviu a voz ; chamou Kilambu e disse-Ihe que estava a ouvir uma voz muito semeIhante à da irma.
O marido dirigiu - se à estrada e viu que o gigante levava a sua irma dentro de um saco.
O senhor, onde é que vai com este sol tao abrasador ? – pergunta – Ihe o Kilambu.
Hum ! Hum ! Hum !... -- gemeu o gigante, acrecentando : -- Vou andando por ai porque vou buscar lenha para acender o lume, depois vou levar o tacho porque tenho uma gran- de festa.
nao – retorquiu Kilambu. – Vamos à casa descancar até o tempo arrefecer.
Tens o comer de que eu gosto ? – perguntou – Ihe o gigan- te.
Tenho, sin senhor – respondeu.
Tens uma casa onde eu possa dormir ?.
Sim, tenho.
Tens agua em quantidade que eu possa deber ?.
Tenho, sim senhor.
Entao, vamos.
Kilambu conduziu o gigante até à sua casa.
Pediu à esposa que fosse buscar lenha.
Pegou no maior tacho que tinha e pô lo na rua.
Acendeu o lume, pôs o tacho e preparou o comer.
Depois de tudo pronto, o homem comeu e encheu o estô- mago de tal ordem que jà nem podia andar.
Anoiteceu e disse ao Kilambu que queria onde podia dormir à vontade.
Este arranjou-the un quarto onde podia dormir à vontade.
O gigante disse Ihe.
Quando eu tiver os oLhos bem abertos, e as centopeias, gitas, suassuas, lagartixas, enfim, todos estes bichos, come- cem a sair, entao estou a dormir.
Quando tu me vires com os olhos fechados, estou a dor- mir.
Ouviste ?.
Sim, senhor, respondeu Kilambu.
Kilambu
Ogigante deitou-se e fez do saco, em que estava a prince- sa, almofada.
Kilambu também esteve ali todo atento, esperando que o homem adormecesse.
Quando viu sair os tais bichos, Kilambu pediu à esposa que Ihe fosse buscar um dos maiores sacos que tinha em casa.
Entratanto, foi ao curral e tirou de la um grande bode.
Meteu o no aludido saco, amarrou – o bem, e, com jeito, levantou a cabeça do gigante, tirou a irma e em troca pôs o saco em que estava o referido animal.
Depois de tudo isso, pediu à mulher e à irma que tirassem tudo de casa e levassem para bem longe e ficassem la à espera dele.
Feito isto, espalhou gasolina em toda a casa, lançou fogo à mesma e saiu a correr.
Quando a casa começou a arder, o gigante, ao ser queima- do, deu uma explosao tao grande que o palacio dorei estremeceu.
O rei, ao ouvrir o estrondo, ficou logo desconfiado de que fosse o gigante que havia sido morto e disse à rainha que talvez fosse o Kilambu quem o tivesse morto.
Entretanto, Kilambu, a mulher e a irma dirigiram – se ao palacio dopai.
Chegando ali, aquelele pôs o pai ao corrente do que se passara.
O rei, abanando a cabeça, mandou chamar os outros filhos para com eles fazer uma reuniao.
Os mesmos apareceram passado algum tempo, e o rei per- guntou- Ihes se nao tinham ouvido o grito da irma quando era conduzida pelo gigante.
Disseram – Ihe que sim, mas que nao sairam de casa porque as respectivas esposas disseram – Ihes que eram talvez as suas amantes....
Entao, fez de novo a mesma pergunta ao Kilambu, perante os irmaos.
Este disse – Ihe que foi a sua mulher quem o tinha chama- do, quando ouviu a voz.
Por isso saiu logo à estrada onde viu o gigante a levar a irma ....
Finalmente, dirigindo se aos dois primeiros filhos, disse o rei.
– Mé po, tu vais para a terra onde ha comida sem agua. Jamais entraras em minha casa.
– Mé poçon, iras viver para a terra em que haja agua mas sem comida. A minha casa ha- de tornar – se um veneno para ti.
Voltou–se para o Kilambu e disse–lhe :
– Tu, Kilambu, iras ocupar a metade do meu palacio, mais a tua mulher, onde viverao em paz.

Il y avait un roi aveugle, qui vivait dans son palais depuis plusieurs années. Il avait une fille, la princesse, qui vivait au douzième étage dans un appartement en verre.
...

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